Marcar a primeira sessão pode parecer um passo grande. É comum chegar com perguntas: "será que vou saber o que dizer?", "e se eu chorar?", "vou ter que contar tudo logo na primeira vez?". Tudo isso é normal — e tudo isso pode ser conversado em sessão.
A primeira consulta tem, sobretudo, um propósito: começar a construir uma relação. É um espaço de escuta, em que você fala o que quiser, no ritmo que conseguir. Não há roteiro fixo, nem perguntas que precisa responder de uma certa forma. Há apenas a presença de alguém que está ali para ouvir com atenção e sem julgamento.
Costumamos falar um pouco sobre o que a trouxe até a terapia, sobre o momento que está a viver, e sobre o que espera desse processo. Mas nada precisa ser dito de uma só vez. O que demora a aparecer, aparecerá no tempo certo.
O que pode ser útil saber
- Não é preciso "saber o que dizer" antes de chegar
- Não há respostas certas ou erradas
- O silêncio também faz parte e é respeitado
- Pode trazer perguntas suas sobre como funciona o processo
Sentir-se um pouco nervosa antes da primeira sessão é completamente esperado. Costuma passar nos primeiros minutos. O que fica é a sensação de ter aberto uma porta para si mesma — e isso, por si só, já é cuidado.