Subestimamos o sono. Numa cultura que valoriza produtividade e horas acordadas, dormir tornou-se quase um luxo — algo que se sacrifica primeiro quando o dia aperta. Mas o sono não é tempo perdido. É um dos pilares mais importantes da saúde mental.
Quando dormimos mal, o cérebro perde parte da sua capacidade de regular emoções. Estímulos pequenos parecem grandes. A irritabilidade aumenta. A tolerância à frustração diminui. A ansiedade encontra terreno fértil. E o que, com sono, seria gerível, sem ele torna-se sobrecarga.
Pequenos cuidados que fazem diferença
- Reduzir a exposição a ecrãs nos 30-60 minutos antes de dormir
- Manter, dentro do possível, horários relativamente estáveis
- Tornar o quarto um ambiente fresco, escuro e silencioso
- Evitar refeições muito pesadas à noite e cafeína a partir da tarde
- Criar um pequeno ritual de transição entre o "dia" e o "dormir"
Se mesmo cuidando do sono ele continua difícil — adormecer demora, há acordares frequentes, ou se acorda cansada — vale a pena conversar com um profissional. Muitas vezes, por trás de um sono ruim, há ansiedade, depressão, ou padrões que se beneficiam de acompanhamento.
Dormir não é vaidade. É um dos cuidados mais essenciais — e mais subestimados — que existem.