Subestimamos o sono. Numa cultura que valoriza produtividade e horas acordadas, dormir tornou-se quase um luxo — algo que se sacrifica primeiro quando o dia aperta. Mas o sono não é tempo perdido. É um dos pilares mais importantes da saúde mental.

Quando dormimos mal, o cérebro perde parte da sua capacidade de regular emoções. Estímulos pequenos parecem grandes. A irritabilidade aumenta. A tolerância à frustração diminui. A ansiedade encontra terreno fértil. E o que, com sono, seria gerível, sem ele torna-se sobrecarga.

Pequenos cuidados que fazem diferença

Se mesmo cuidando do sono ele continua difícil — adormecer demora, há acordares frequentes, ou se acorda cansada — vale a pena conversar com um profissional. Muitas vezes, por trás de um sono ruim, há ansiedade, depressão, ou padrões que se beneficiam de acompanhamento.

Dormir não é vaidade. É um dos cuidados mais essenciais — e mais subestimados — que existem.